quarta-feira, 13 de maio de 2009

Deputada Ada sugere lista alternada entre homens e mulheres


No momento em que o país inteiro discute a reforma política, a deputada Ada Faraco De Luca (PMDB), mesmo se declarando contrária a lista fechada, usou a tribuna para apresentar suas sugestões sobre o tema . Uma das propostas da parlamentar, para garantir a participação da mulher na política, é a composição da lista com alternância entre os sexos. “Onde 50% das vagas a serem ocupadas, na câmara, senado, assembléias legislativas e câmaras municipais, sejam destinadas as mulheres”, explicou.
O financiamento público das campanhas, a destinação de 50% do fundo partidário para a participação das mulheres na política, a disponibilidade do mesmo tempo de propaganda partidária na mídia que é destinado aos homens e a ocupação de 50% dos espaços na composição dos diretórios municipais e regionais, foram outras sugestões apresentadas pela deputada como forma de garantir mais espaço para as mulheres na vida pública. Ada reforçou que “esta é minha luta e meu ponto de vista diante da reforma partidária”.
A parlamentar reforçou a longa história de “patrimonialismo, oligarquia, clientelismo, personalismo, lógicas e práticas masculinas” que marca o sistema político no Brasil e disparou: “a mulher necessita – urgente - de maior participação nos partidos, desde que tenha os mecanismos de ação e não seja só a mão-de-obra necessária nas vésperas de eleição”.
Confira o discurso na íntegra:

Senhor presidente,
Colegas parlamentares,
Público que nos acompanha pela TV AL e pela Rádio Alesc.

No momento em que o país inteiro discute a reforma política, quero deixar clara a minha posição: sou contra a lista fechada, mesmo sendo beneficiada por ela. Para mim, este é um instrumento antidemocrático, que tira o direito do povo de escolher seus representantes.

Com a reforma política em pauta, quero apresentar alguns dados e sugestões para a maior participação da mulher na política.

O Brasil está na “lanterna” do ranking mundial de participação das mulheres nos Parlamentos municipais, estaduais e federais.

Na América do Sul estamos em último lugar e na América Latina em antepenúltimo, apenas em melhor situação que a Guatemala e o Haiti.


Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos mais de 125 milhões de eleitores brasileiros, 51,5% são mulheres e 20% são jovens com idade entre 16 e 24 anos, muitos com futuro político pela frente.

As mulheres somam QUATRO milhões de votos a mais em todo o País.

Cresceram também a participação feminina na Educação, em vários segmentos profissionais e da vida política, assim como o percentual de mulheres em organizações não-governamentais.
Porém, ainda são minoria em cargos de poder.

Não basta ser mulher para ter um bom desempenho.

A boa política se faz com mulheres e homens, de todas as raças, trabalhando a partir de sua diversidade, com um sentido comum de transformação da sociedade em direção à equidade e a justiça social.

Por que a política de cotas não deu certo?
Porque a lei de cotas no Brasil está mal formulada e não garante a chegada da mulher ao poder e a lugar algum.

Os 30% estabelecidos se referem à cota mínima de qualquer um dos sexos - homem ou mulher.

Ou seja, um sexo não pode se sobrepor ao outro mais do que 70%.

Assim, se o feminismo fundar um partido, terá que ter no mínimo 30% de candidatos homens.

Agora vejamos: fatores que contribuem para o crescimento da participação das mulheres na política são:
- a ruptura com a cultura patriarcal que reserva o espaço público aos homens;

- a mulher precisa descobrir que a prática política pode ser uma ação gratificante e transformadora da sociedade;

-a maior abertura dos partidos políticos à participação feminina. A mulher necessita – urgente - de maior participação nos partidos, desde que tenha também os mecanismos de ação; e não só como mão-de-obra necessária nas vésperas de eleição.

Os elevadíssimos gastos eleitorais, que no Brasil são de caráter privado e vindos de empresas e corporações, prejudica e exclui a mulher no seu todo.

O sistema político no Brasil tem uma longa história de patrimonialismo, oligarquia, nepotismo, clientelismo, e personalismo, combinação esta repassada pela nossa cultura com o passar dos anos.

O funcionamento dos partidos políticos é permeado de lógicas e práticas masculinas.

Ainda outro aspecto a ser considerado, é a “inibição ao poder", fruto da falta de intimidade das mulheres com estes postos e lugares de maior exposição, onde – por vezes – são até motivo de gozação.
As mulheres têm uma atuação diferenciada na política.
Não em virtude de uma dimensão biológica, mas pelo fato de que as mulheres têm uma história política diferente da dos homens, têm uma socialização e um cotidiano diferenciado.
95% chegam à política com um corpo marcado de histórias.

E voltando ao assunto da reforma política, reforço que sou contra a lista fechada.
Mas permanecendo esta idéia, defendo a ampliação da participação das mulheres através das seguintes propostas:
1-O financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais constitui uma medida da mais alta relevância, possibilitando, em melhores condições, a inclusão das mulheres.
2-A destinação por parte dos partidos de 50% do fundo partidário para a promoção e divulgação da participação das mulheres na política. Que ela tenha recursos iguais aos dos homens.

3- Que as mulheres tenham o mesmo tempo de propaganda partidária na mídia que os homens.

4- Que as mulheres ocupem 50% dos espaços na composição dos diretórios municipais e regionais, para que possam também planejar e discutir ações partidárias e não só fazer número.

5- E, principalmente, que seja garantida a participação da mulher na política partidária de uma forma igualitária. Onde 50% das vagas a serem ocupadas, na câmara, senado, assembléias legislativas e câmaras municipais, sejam destinadas as mulheres.
Portanto, sugiro a composição da lista seja alternada entre os sexos alternadamente.

Esta é minha luta e meu ponto de vista diante da reforma partidária, que é o assunto do momento.
Lutarei – sempre – para maior participação das mulheres e dos jovens na política e na vida pública.

Muito obrigada.

Ada destaca Congresso Mundial de Turismo


A deputada Ada Faraco De Luca (PMDB) destacou, na sessão do dia 13, a realização do 9º Congresso Mundial Mundial de Viagem e Turismo em Florianópolis, a partir de quinta até domingo, e considerou que “este evento marcará uma nova fase para o turismo catarinense”.
Ada lembrou que tem acompanhado a formatação do evento desde uma comitiva oficial esteve nos Emirados Árabes, em fevereiro, quando o governador Luiz Henrique apresentou e difundiu as potencialidades catarinenses para investidores, “agora, empresários, estudiosos, setor imobiliário, de lazer, de alimentação, de transportes, todos aguardam a presença de alguns dos maiores investidores do mundo para apresentar as oportunidades que Santa Catarina oferece”.
Durante o evento serão apresentados 37 projetos, de alto padrão e em diversas áreas, totalizando 12 bilhões de reais, que incluem marinas, ecoresorts, campos de golfe e complexos imobiliários. A parlamentar ressaltou que com a concretização destes projetos haverá geração de emprego e renda, favorecendo as famílias catarinenses, proporcionando melhor qualidade de vida e inclusão social. “Santa Catarina recebe – a partir desta quinta – boa parte do PIB do turismo mundial e não pode perder a oportunidade de apresentar suas potencialidades, suas riquezas naturais, sua variedade cultural e gastronômica, seu atraente turismo de negócios e o alto padrão de seus resorts e hotéis de luxo, e potencial de fazer grandes negócios”, concluiu.
Confira o discurso na íntegra:
Senhor Presidente,
Colegas parlamentares,
Público que nos acompanha pela TV AL e Rádio Alesc.

Santa Catarina – em especial Florianópolis – faz os últimos acertos para receber – a partir de amanhã - o 9º Congresso do Conselho Mundial de Viagem e Turismo - o WTTC – maior e mais importante evento do setor.


Tenho acompanhado a formatação deste evento desde a visita a Dubai, em fevereiro - quando integrei a comitiva oficial - que teve como fundamento a tratativa de conhecer a experiência da cidade que realizou o WTTC no ano passado, trocarmos experiência e facilitar - a nós catarinenses – o alcance do sucesso que esperamos obter com a realização do evento.

Nos inúmeros contatos realizados nos Emirados Árabes, o governador Luiz Henrique apresentou e difundiu as potencialidades catarinenses para investimentos semelhantes aos que pudemos ver nas visitas que a comitiva fez.
Antes e depois daquela missão oficial, muitos outros contatos foram feitos com outros países para divulgar o evento, que acontece pela primeira vez na América Latina.

Visionário que é, o governador Luiz Henrique, sempre tratou a questão do turismo como eixo fundamental do seu governo.

Houve ocasiões em que o governador foi um verdadeiro caixeiro viajante, vendendo Santa Catarina aos quatro cantos do mundo.

Agora está colhendo os frutos!

Os mais de 700 participantes do Congresso Mundial de Turismo são aguardados por todos os ramos ligados ao turismo: empresários, estudiosos, setor imobiliário, de lazer, de alimentação, de transportes.....todos aguardam a presença de alguns dos maiores investidores do mundo para apresentar as oportunidades que Santa Catarina oferece.

Em tempos de crise econômica e de cautela, nosso Estado será o centro das atenções dos maiores investidores e estará – definitivamente - na vitrine do turismo mundial.

Este – com certeza – será um momento único e estratégico para o futuro de Santa Catarina.

37 projetos, de alto padrão e em diversas áreas, totalizando 12 bilhões de reais, que incluem marinas, ecoresorts, campos de golfe e complexos imobiliários, serão apresentados aos investidores e poderão transformar Santa Catarina numa opção de destino internacional do nosso turismo.
Com a concretização destes projetos – certamente - haverá uma grande geração de emprego e renda, favorecendo as nossas famílias catarinenses, numa melhor qualidade de vida e inclusão social.

A nossa posição geográfica é privilegiada e já assegurou a instalação de dois grandes empreendimentos por aqui: um espanhol, em Governador Celso Ramos; e outro marroquino, em Santo Amaro da Imperatriz.

Florianópolis já é o terceiro maior centro de turismo no país e Santa Catarina já foi escolhido como melhor destino turístico pela Revista Viagem e Turismo. Com a realização do WTTC, nosso Estado tem tudo para se transformar num dos maiores e melhores pólos turísticos da América do Sul.

Esta pretensão audaciosa deve ser levada a sério pelos catarinenses para concretizar nosso desenvolvimento sem as amarras burocráticas, de forma sustentável e equilibrada.

Santa Catarina recebe – a partir desta quinta – boa parte do PIB do turismo mundial e não pode perder a oportunidade de apresentar suas potencialidades, suas riquezas naturais, sua variedade cultural e gastronômica, seu atraente turismo de negócios e o alto padrão de seus resorts e hotéis de luxo, e potencial de fazer grandes negócios.
Este evento marcará uma nova fase para o turismo catarinense.
Este é o momento de Santa Catarina escrever um novo capítulo da sua própria história, voltado para um desenvolvimento turístico de qualidade internacional.
Que todos os participantes do WTTC sejam bem-vindos ao nosso Estado e que os bons ventos tragam investimentos para Santa Catarina.
Como disse Mahatma Gandhi: “Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova”.

Muito Obrigada.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Assembleia Legislativa de Santa Catarina abre encontro do Mercosul em Florianópolis



A deputada Ada Faraco De Luca (PMDB) representou o presidente do Parlamento catarinense, deputado Jorginho Mello (PSDB), na solenidade de abertura do Seminário de Integração Sul-americana na Saúde, nas Questões Aduaneiras e na Legislação de Trânsito. Mais de 200 pessoas, entre autoridades políticas, técnicos e empresários do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Venezuela, estiveram presentes na noite do dia 7, no Centrosul, em Florianópolis. O evento, que acontece até sábado (9), é uma realização da União de Parlamentares Sul-americanos e do Mercosul (UPM–Bloco Brasileiro) e da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
O encontro visa buscar soluções para problemas comuns entre os seis países que compõem a UPM, como a unificação das normas aduaneiras, da legislação de trânsito para o transporte de cargas e de passeio, e também o atendimento médico-hospitalar aos motoristas de carga que fazem a travessia ente Argentina e Chile. Um vídeo produzido pela TV da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (TVAL) mostrou aos participantes quais são esses problemas. Todos os anos, durante o inverno, motoristas que saem do Brasil em direção aos portos chilenos ou em sentido contrário se deparam com o impedimento da passagem do túnel que une os dois países, na Cordilheira dos Andes, causado pela neve. Em consequência, permanecem isolados durante vários dias em lugares inóspitos, sem condições de abrigo e de atendimento médico, situação que já provocou dezenas de mortes. Nos últimos anos, 27 caminhoneiros brasileiros perderam a vida por essas causas.
Ao encerrar a solenidade, o governador Luiz Henrique da Silveira disse que todos precisam ser irmãos nesse ideal comum, que é a superação de barreiras para buscar o desenvolvimento e um continente de paz e de prosperidade.
Ao final do evento será elaborada a Carta de Santa Catarina que vai conter ações para solucionar os problemas discutidos com relação a unificação das normas de trânsito e de saúde.

Deputada Ada destaca ações para diminuir efeitos da seca no oeste


“Em sete anos foram cinco secas e a continuar a irracionalidade do uso da água, sem medidas que objetivem reservar no subsolo, ou seja, nos lençóis freáticos, as águas da chuva, dias piores nos estarão reservados”. Com esta consideração a deputada Ada Faraco de Luca concluiu o pronunciamento desta quinta, 7.
A parlamentar falou sobre a seca que assola a região oeste do Estado e chamou a atenção para as medidas anunciadas pelo governador Luiz Henrique da Silveira, na última terça, para atender os 95 municípios que decretaram estado de emergência. No total, a população atingida já ultrapassa 1 milhão de habitantes.
As ações da Casan foram destacadas pela deputada, que listou as medidas adotadas para minimizar os efeitos da estiagem, como a perfuração de poços, captação de água, convênios e distribuição de caixas d’água. “Além disso, está sendo feita uma intensa campanha na mídia local – sobretudo de Chapecó - objetivando o uso racional da água, de tal forma que se evite o desperdício com a lavação de carros, calçadas ou irrigação de plantas ou gramados”, relatou.
Confira o discurso na íntegra:
Senhor presidente,
Colegas deputados,
Público que nos acompanha pela TV AL e pela Rádio Alesc,

Santa Catarina mais uma vez é assolada pelos efeitos climáticos.

No final do ano passado foram as enchentes no vale do Itajaí. Agora, uma grave seca atinge a região oeste catarinense.

95 municípios já decretaram estado de emergência em função da estiagem, afetando uma população de mais de 1 milhão de pessoas.

É importante destacar que diante da situação em que nosso Estado se encontra, o governador Luiz Henrique da Silveira imediatamente tomou medidas para atendimento de urgência nestes municípios como:

- o licenciamento e a perfuração de poços artesianos.

- a distribuição de sementes nas regiões atingidas pela seca.

- obras para construção de sistema de captação e uso da água da chuva.

- a instalação de um programa de revitalização das atividades rurais para diminuir os efeitos da estiagem.

- a criação de um comitê para combate a estiagem e seus efeitos.

- a distribuição de água para consumo humano e de animais nas propriedades rurais.

Além disso, as principais ações para minimizar os efeitos da estiagem estão a cargo da Casan. São elas:

- a distribuição de MIL caixas d’água para a região do oeste possibilitando a reserva de UM MILHÃO de litros de água.
A Casan financiará estas caixas d’água para os usuários do sistema cobrando apenas 4 reais por mês na fatura de água, durante 40 meses.

- Convênios no valor de 205 mil reais com municípios das regiões atingidas - variando de 5 a 15 mil reais por município - para as prefeituras atenderem população rural com água tratada e distribuída por caminhões pipa.

- A Casan já investiu em Chapecó, no desassoreamento no Lajeado São José, 500 mil reais e mais outro tanto, ou seja, 500 mil reais foram repassados a prefeitura municipal de Chapecó para projeto de recuperação da mata ciliar do referido rio.

- Foram investidos 35 milhões - dos quais já foram pagos 20 milhões de reais - em perfuração de poços profundos para extração de água do Aqüífero Guarani e contempla os municípios de Ceara, Peritiba, Presidente Castelo Branco, Maravilha, São Lourenço d’Oeste, Chapecó, Videira e São Miguel do Oeste.

- Serão feitos investimentos - a curto prazo - no sistema de captação de água do Rio Tigre, que será utilizada em Chapecó para a construção de equipamentos de flotação de água, permitindo assim, o uso deste recurso hídrico - hoje comprometido pelo desenvolvimento de algas filamentosas.

- Estudos estão sendo feitos para a elaboração de projetos de nova captação de água para a região de Chapecó, a partir dos Rios Chapecó, Irani ou Uruguai, objetivando suprir – mormente - a necessidade de água para os frigoríficos da agroindústria local.

- Além disso, está sendo feita uma intensa campanha na mídia local – sobretudo de Chapecó - objetivando o uso racional da água, de tal forma que se evite o desperdício com a lavação de carros, calçadas ou irrigação de plantas ou gramados.

Quero chamar a atenção mais uma vez de todas as autoridades constituídas – quer do governo do estadual, federal ou municipal, da seriedade da estiagem do oeste catarinense.

Lembro que, segundo o presidente da Casan, em sete anos foram cinco secas e que - a continuar a irracionalidade do uso da água, sem medidas que objetivem reservar no subsolo, ou seja, nos lençóis freáticos, as águas da chuva - dias piores nos estarão reservados.


Muito obrigada.




terça-feira, 5 de maio de 2009

SATC completa 50 anos


A deputada Ada Faraco De Luca participou, ontem, da homenagem aos 50 anos da SATC. Na tribuna a parlamentar destacou a estrutura alojada nos mais de 500 mil metros quadrados e enfatizou que a SATC é "motivo de orgulho para nós criciumenses e para toda Santa Catarina". A sessão especial foi proposta pelo deputado Valmir Comin (PP). Na foto: Rui Hülse, diretor da instituição, recebeu homenagem da Assembléia Legislativa.